Historial
Datas para a existência desta aldeia não existem, nem documentos fiáveis que dela falem em pormenor. Começou por ser há alguns séculos uma quinta satélite do Jarmelo que, a pouco e pouco, se autonomizou do ponto de vista religioso e administrativo. Terá começado por se chamar "Castanha", segundo o Cadastro das Beiras. Pertenceu aos Marqueses de Arronches e aos Duques de Lafões, seus donatários, que apresentavam o prior que tinha de rendimento 350.000 reis.
A Igreja terá sido edificada, em fins do século XVII ou princípios do século XVIII, em torno de uma capela de jesuítas (hoje capela-mor). A comprová-lo estão as imagens de S. Francisco Xavier e do Stº Inácio de Laiola nas portas de acesso ao altar-mor, que apresentam a data de 1690. O núcleo mais antigo da aldeia teria sido a zona do forno, alargando-se apartir dai, com a Igreja como centro polarizador.
Uma das referencias mais antigas da Castanheira, em termos demográficos, aponta para a existência de 110 fogos, em 1708. Em 1758, a Castanheira era uma das aldeias da região com mais habitantes, conforme o inquérito que o rei D. José pediu a todos os párocos.Tinha então 113 fogos e 378 habitantes. Em 1868 haveria 204 fogos e em 1930 295 fogos e 1072 habitantes. Em 2001 a Castanheira tinha 433 habitantes e 427 fogos.
(Historial cedido pela AJAC)